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O Draft dos Tugas

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Como todos vocês sabem, escrever em Português é um trabalho duro, mas alguém tem de o fazer. Para todos os Portugueses que acompanham este Europeu, mais do que a ansiedade de saber quem vai ser o novo campeão Europeu, há sempre o particular interesse de saber como vão os Tugas e as peripécias que eles passaram.

O Europeu tem sempre um elevado número de jogadores Portugueses, porque o Top 8 do Nacional qualifica automaticamente. Este ano, apesar de contarmos com sete representantes, é a menor representação Tuga no Europeu dos últimos tempos. Mais do que a quantidade sentiu-se falta do melhor jogador do mundo, Hélder Coelho. Pode por vezes parecer em baixo de forma, mas quando está presente podemos sempre esperar algo de genial, e é essa esperança que move este povo Tuga.

No entanto, quem não está, não drafta. E foi isso com que os Tugas se depararam no 1º dia do Europeu, após dois belíssimos dias de side events de Amsterdão. Numa dessas ocasiões quando os Tugas estavam todos reunidos, alguém fez a seguinte questão: «Quem é que já fez mais de dez drafts com Judgment?» O silêncio seguinte foi uma resposta mais que óbvia, mas os Tugas são mesmo assim. Só o João Duarte tinha feito mais do que dez drafts.

O primeiro draft do dia fez antever um Europeu muito negro para todo o país... Os resultados combinados dos sete Tugas não eram positivos. 12 vitórias e 16 derrotas.
O 2º draft devolveu um pouco a esperança e o espaço de manobra. Assim como a vitória sobre a Polónia no Mundial de Futebol após um começo tremido. Sem excepção, todos os Tugas fizeram um resultado melhor no 2º draft que no 1º. Resta ver amanhã que continuidade os Tugas darão a um draft bastante positivo, que mudou um resultado geral negativo para 27 vitórias e 22 derrotas.

Para o dia de Standard, o último antes do corte para o Top 8, Três tugas apresentam-se numa boa posição: Pedro Bailadeira, João Duarte, e talvez um pouco inesperado, Pedro Dores, todos eles com um resultado de 5-2.

As coisas até começaram bastante mal para o Pedro Dores que no seu 1º grande evento começou com duas derrotas. A vitória sobre o Frederico Bastos na 3ª Ronda relançou o Pedro que a partir daí não mais conheceu outro resultado que não a vitória.

Outro estreante, Pedro Bailadeira, teve um dia tranquilo sem grandes sobressaltos. Discretamente conseguiu um excelente 3-1 no 1º draft, e 2-1 no 2º. Posso já adiantar que vai jogar amanhã de Tog e que não prevejo que ele se afunde.

O João Duarte fez aquilo a que se chama draftar em grande. Porquê jogar Limited com cartas comuns, quando se pode ter raras como Call of the Herd, Laquatus' Champion, Posessed Centaur, entre outras. Assim não foi de estranhar que a filosofia de draftar verde e de atacar, tenha sido bem sucedida com a ajuda do poder destas raras.

Os brilhantismos ficaram-se por aqui, e quem deu o exemplo do que se não deve fazer foi mesmo o eterno Campeão: Frederico Bastos, Campeão Nacional de 2000, e para sempre. Ficou-se pelo 2-5, que assim como assim foi o resultado mais fraco dos Tugas hoje.

O caso do Fred é mesmo mais preocupante. Desde o seu último Top 8 no Pro Tour San Diego, parecia destinado a nunca mais ganhar uma ronda de Draft em Premier Events, com um 0-6 no Pro Tour Nice e 0-4 no primeiro draft. Com um total de 2-5 após o 1º dia, sem ter escolhido e sem vontade de escolher um deck, e com bastantes dores de dentes, o Fred foi o 1º Tuga a dropar.

Com resultados entre o medíocre e o mediano, fiquei eu, o Hugo Machado e o Kuniyoshi. Eu e o Kuni com 3-4, e o Hugo com 4-3. Ambos iniciamos o dia com drafts miseráveis, e sublinhem miserável nisso. O Hugo com um deck Branco com quatro cartas pretas, e eu com um deck vermelho com cinco cartas azuis, tendo a possibilidade de fazer mesmo o mono-Red. Estranhamente os nossos decks deviam ser ao contrário: eu com o Branco e o Hugo com o Vermelho. Foi o 1º draft que ditou o nosso resultado, porque tanto eu como o Hugo fizemos 2-1 no 2º. Se o 1º draft tivesse apenas três Rondas e o seguinte, quatro rondas, as coisas poderiam ter saído um pouco diferente.

O Kuniyoshii draftou sempre decks bastante bons, mas o seu azar foi inacreditável. Parece que a sorte se esgotou mesmo no Nacional. Veremos se o seu Tog conseguirá amanhã manter, e quem sabe subir, o seu poderoso ranking de mais de 2000 a Constructed.

Para finalizar, posso falar um pouco mais detalhadamente do meu 1º dia, porque foi aquele que vivi na 1ª pessoa. O Draft quase mono-Red conseguiu ganhar a 1ª Ronda já nos turnos extra. De seguida aconteceu aquilo que foi chamado de a batalha dos Glaciares. O Glaciar Tuga contra o Glaciar Holandês, Kamiel Cornelissen. Antecipava-se uma ronda muito longa, com ambos os jogadores a levarem o seu tempo a decidir a melhor jogada, mas a diferença dos decks e do numero de terrenos biscados por mim, levou a que perdesse ambos os jogos bastante prematuramente. Fica a vingança agendada para quando Portugal e a Holanda se encontrarem na final do Mundial de Equipas Nacionais. O resto do draft não tem muito mais história, perdi as outras duas rondas, curiosamente ambas para Vampiros 4/4 Voadores Pretos por cinco de mana.

No 2º draft, pude draftar Azul e Branco. Sem dizer que é a minha combinação preferida, é uma em que me sinto muito mais solto a jogar. No Pro Tour-San Diego em 4 drafts fiz 3 deles Azul e Branco e o outro também com Azul. Contudo a minha mesa do 2º draft, com jogadores de resultado 1-3 era o fim. A passar para mim estava o Frank Canu, e eu estava a passar para o Jelger Wiegersma.

Na 5ª Ronda recebi um feature match da Sideboard com o Frank Canu. Tinha me sido comunicado na 2ª ronda que havia existido a possibilidade de o ser na 2ª Ronda contra o Kamiel, mas agora que estava 1-3 é que tinha sido. Infelizmente só havia três reporteres para 4 feature matches, e adivinhem lá qual foi o que não foi coberto e não aparece aqui no site? Nessa ronda, perdi o 1º jogo porque fiz um possível erro, ainda tenho de analisar melhor se foi erro ou não. Ganhei o 2º, e preparava-me para ganhar também o 3º quando o tempo acaba. O Canu foi simpático e concedeu, porque com três derrotas e um empate ele já não viria jogar amanha.

De seguida ganho a um Esloveno facilmente, e na última ronda do dia, aquela que decidiria se eu ficava positivo ou negativo, calhei com o Stewart Shinkins. Os jogos foram incríveis, partimo-nos a rir com algumas jogadas, mas ele acabou por vencer o 3º e decisivo jogo, com two Worldgorger Dragons.

Não foi um resultado bom, e ainda não sei com que deck venho jogar amanhã. Muito provavelmente será algum deck com Azul. Sei que espero voltar aqui amanhã, para fazer o resumo dos Portugueses no 2º dia, e sinto-me bastante contente com a chance que a Sideboard me está a oferecer de colaborar.

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